sexta-feira, 21 de março de 2008
"Busca"
"Busco em mim significados. Busco em mim razões. Não busco sonhos em mim, apenas os construo, passo a passo, momento a momento. Sou elemento perdido, desligado das palavras que os outros pronunciam, num espaço que eu não alcanço."
Em nós...

Vagueia por entre os espaços que preenchem o tempo.
Nasce veloz e eficazmente.
Guia os movimentos, e molda as palavras numa dança que destrói a beleza do silêncio, cerra as barreiras que nos dividem. Ódio.
Envolve corpo e alma numa sintonia que se entranha tao docemente... Paira no som que nos completa, encaminha e designa. Chama a si a palavra simples, o beijo rápido, o toque profundo... de uma realidade que completa e apazigua. Paz.
Chama o sorriso no silencio de um olhar, e no silencio do olhar, revela o guerreiro que se encontra camuflado. Mostra a alma, a grandeza e dureza de cada batalha. Na vitória que tao intensamente sente, desenha, para a eternidade, o contorno da face que rejubila. Felicidade.
Solta a voz e os movimentos. encoraja palavras e actos. Move o corpo, sem pressa ou rota traçada. Transforma, sem certezas ou permissões. Dá asas, resguardo e atenção. Torna o desejo impulso certeiro. Aviva sonhos e constrói peças de realidade, pormenorizadamente, pensada, e, cuidadosamente, guardada. Amor.
Guiam-nos por roteiros desconhecidos. Existem. Nem sempre nos acompanham.Percorremos espaços, tentando encontra-los, tentando que nos encontrem... tentando desencontrá-lo, a ele, que nos despedaça a alma, e desmonta, pedaço a pedaço, o nosso tempo, o nosso espaço, o nosso ser.
Invada-nos a paz, guie-nos o amor e alcancemos a felicidade. Sejamos fortes. Desencontremo-nos do ódio sem nos perdermos de nós, para que possamos encontrar-nos num outro alguém.
sábado, 15 de março de 2008
...Presença...
Beijas-me os pensamentos.
Desvendas os trilhos que se avistam, e acalmas, com a sabedoria que te inteira, os temores que se sofrem.
Apaziguas a revolta que se expande.
Caminhas, com passos largos e seguros.
Rasgas o horizonte, desenhando a traços de resguardo as formas que te preenchem.
Rodeias serenamente a figura, corpo e alma, que a todo o tempo te pertence.
Captas, com a perícia de um ilusionista, o silêncio e quietude de que se carece.
Provocas, em quem te desenha na alma, te sente no corpo e te anseia no tempo, uma dependência que corta o folêgo...
Mas que fortalece... E engrandece.
Desvendas os trilhos que se avistam, e acalmas, com a sabedoria que te inteira, os temores que se sofrem.
Apaziguas a revolta que se expande.
Caminhas, com passos largos e seguros.
Rasgas o horizonte, desenhando a traços de resguardo as formas que te preenchem.
Rodeias serenamente a figura, corpo e alma, que a todo o tempo te pertence.
Captas, com a perícia de um ilusionista, o silêncio e quietude de que se carece.
Provocas, em quem te desenha na alma, te sente no corpo e te anseia no tempo, uma dependência que corta o folêgo...
Mas que fortalece... E engrandece.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
A ti...
Toma em tua mao e prende no teu coração os momentos que atravessam esta realidade. Guarda, no teu íntimo, na vontade da tua alma os sorrisos que desvendas com a facilidade de um mágico. Revela a magia da dança que nos une no silêncio do nosso mundo. E lança-te, no mar de sonhos que definem e direccionam a nossa existência. Aqui e agora. O movimento suave que constrói tudo o que nos preenche, transporta-nos para um palco... onde danço, por entre as palmas daquele que acredita... Doce realidade que me completa, me fortalece! Conquistas cada pedaço de mim num ritual que me eleva a um local distante de uma veracidade que nos prende e nos condena. E permaneces, no tempo e espaço que ninguém, jamais, alcançará. Na rota da nossa existência somos o ar que respiramos, as palavras com que nos deliciamos e aquele sonho que, juntos, apenas juntos, vivemos.
Pra ti amor...
Pra ti amor...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Força...

Fazemos os nossos sonhos percorrer o infinito para que se percam. Sonhamos o mais que podemos, e abrimos os olhos desejando nao sonhar. Dispomo-nos a arriscar por tudo o que ansiamos, mas em nada arriscamos. A normalidade da-nos segurança, e so o que passou merecia ser diferente. Quantas vezes erguemos os olhos, tentando encontrar o conforto para a nossa alma, e nao encontramos... Entao, em voz baixa murmuramos palavras intensas, fazemos promessas eternas! Quando o tempo passa nada mais fica, para além "daquele" momento que nos cortou a respiraçao... Quando os nossos olhos nao encontram o que a alma procura, e o tempo curou a dor, as palavras nao passam de memorias que se esquecem facilmente...De uma forma demasiado facil.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Chuva
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir
São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder
Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer
A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
***saudade***
Aperto contra o peito o cheiro da tua presença.
Distancia-se uma realidade que nao se controla.
Deixaram-se escapar os minutos, os segundos...
Prenderam-se as palavras no pensamento, e cortou-se o impulso...
Apenas o silencio...
Apenas o coraçao apertado e a vontade de te abraçar.... e que vontade...
Trago-te para perto de mim em pensamento, vivo com o brilho do teu olhar e o som do teu sorriso na minha mente. Esta distancia que constroi a saudade, e este tempo que nao te traz para perto de mim... Em cada pedaço de cada objecto está a tua impressao... Tudo aquilo que tu és...Essencia doce de uma ansia povoada por sonhos. Existe um vazio que nao se preenche, no espaço, e na alma... Tu és a estrela que intimida o sol, que apaixona a lua... E que alimenta a saudade... Com a distancia que se impôs, nesta realidade, sem ti, tao empobrecida...
Nao vejo o momento de te abraçar....
Com muitas saudades...
Distancia-se uma realidade que nao se controla.
Deixaram-se escapar os minutos, os segundos...
Prenderam-se as palavras no pensamento, e cortou-se o impulso...
Apenas o silencio...
Apenas o coraçao apertado e a vontade de te abraçar.... e que vontade...
Trago-te para perto de mim em pensamento, vivo com o brilho do teu olhar e o som do teu sorriso na minha mente. Esta distancia que constroi a saudade, e este tempo que nao te traz para perto de mim... Em cada pedaço de cada objecto está a tua impressao... Tudo aquilo que tu és...Essencia doce de uma ansia povoada por sonhos. Existe um vazio que nao se preenche, no espaço, e na alma... Tu és a estrela que intimida o sol, que apaixona a lua... E que alimenta a saudade... Com a distancia que se impôs, nesta realidade, sem ti, tao empobrecida...
Nao vejo o momento de te abraçar....
Com muitas saudades...
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