No espaço da rua, permanece o som dos teus passos, e nas pedras da calçada a cor dos teus movimentos.
Provaste o sabor das minhas lágrimas num abraço que se imortaliza no toque suave e delicado da protecção que me ofereces.
E apaziguaste a minha alma, amparaste os meus passos.
E é como se tudo se dispersasse ao olhar, numa superfície plana e fria, onde se extinguem sonhos e promessas, onde se reclamam palavras e actos, onde não somos o que queremos, mas sim o querem que sejamos…
Enquanto renasço, por entre os espaços do teu abraço, caminho, contigo a meu lado, por uma estrada, para me perder de mim, talvez, mas para me encontrar em nós.
E por entre todas as trajectórias que se apresentam, desenhe-se a que desejamos, a que verdadeiramente ansiamos.
Seguraste a minha mão, no desenho dessa trajectória.
Aperfeiçoas – te – a.
Aperfeiçoas – te – me.
Aperfeiçoas – me.
Em todas as palavras que trocamos, em todos os murmúrios que originamos, somos o amor, a amizade, a segurança, a compreensão, o medo, a angústia…
Somos, um no outro, sem deixar de o ser em nós próprios, no nosso mundo…
quarta-feira, 23 de julho de 2008
sábado, 14 de junho de 2008
Tu

Nos espaços que nos separam, preenchidos com o vazio das palavras, erguemos uma barreira que nos cega e sufoca…
Menosprezamos os olhares, as palavras, o toque que já não praticamos, mas que ainda possuímos…
Empurramos as promessas para o abismo que nos separa.
Fomos Sol e Lua.
Fomos fogo e gelo…
Fomos um milhão de coisas distintas, mas continuamos a sê-lo um para o outro. Concretizamos desejos, percorremos silêncios… juntos.
Na distância que se acomodou entre o primeiro momento e aquele que vivemos hoje, passaram lágrimas, sorrisos, angústias, felicidade, sonhos… comuns.
Aproximamo-nos, entregamo-nos, com o jeito de quem ama o infinito, e para ele se lança.
Conheci-me em ti, nos pormenores da tua pele, no contorno dos teus lábios, na palma da tua mão.
Conheço-me, em cada palavra que silencias, em cada gesto que conténs…
Pertenço-te, tal como me pertencem todas as memórias que me ofereceste, tal como me pertence o sorriso que esconde as palavras que teimam em não sair.
Completamo-nos…
Completemo-nos… cumprindo as promessas que ditamos, percorrendo os caminhos que já caminhamos… desvendando o amor que ainda nos une.
Menosprezamos os olhares, as palavras, o toque que já não praticamos, mas que ainda possuímos…
Empurramos as promessas para o abismo que nos separa.
Fomos Sol e Lua.
Fomos fogo e gelo…
Fomos um milhão de coisas distintas, mas continuamos a sê-lo um para o outro. Concretizamos desejos, percorremos silêncios… juntos.
Na distância que se acomodou entre o primeiro momento e aquele que vivemos hoje, passaram lágrimas, sorrisos, angústias, felicidade, sonhos… comuns.
Aproximamo-nos, entregamo-nos, com o jeito de quem ama o infinito, e para ele se lança.
Conheci-me em ti, nos pormenores da tua pele, no contorno dos teus lábios, na palma da tua mão.
Conheço-me, em cada palavra que silencias, em cada gesto que conténs…
Pertenço-te, tal como me pertencem todas as memórias que me ofereceste, tal como me pertence o sorriso que esconde as palavras que teimam em não sair.
Completamo-nos…
Completemo-nos… cumprindo as promessas que ditamos, percorrendo os caminhos que já caminhamos… desvendando o amor que ainda nos une.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Desafio
Hoje venho responder a um desfio que me foi proposto por "Å®t Øf £övë ". O desafio consiste em referir 6 aspectos, coisas que odeie... Pessoalmente, este sentimento de odiar, nao me agrada muito... ódio, tal como odiar, é uma palavra demasiado forte, que, por vezes, usamos simplesmente com a intençao de magoar...
No entanto, vou aceitar o desafio! Cá vai:
Odeio:
Pessoas que nao são frontais: que vagueiam nas palavras, com a intençao de "florir" o cenário que nos querem transmitir, quando, na verdade, nao há forma mais fácil e segura, que dizer directamente o que pretendem;
A má educação: que leva as pessoas a serem arrogantes, e, acima de tudo, que nos fazem, por vezes, sentir a mais insignificante pessoa à face da Terra!
O ciúme: que corrompe as relaçoes, abala a confiança, e põe em causa tudo o que se disse ou se fez!
A indiferença: que vai para além do ódio, que magoa muito mais que o ódio.
Jornais desportivos: que só servem para prender a atenção, e que, no fundo, nao falam em nada de realmente importante!
A solidão: simplesmente.
Espero ter correspondido às expectativas, e agradeço este convite!
Assim, deixo este desafio a mais seis pessoas...
O Profeta
Cöllyßry
EDUARDO
luar perdido
lua prateada
Suave Toque
No entanto, vou aceitar o desafio! Cá vai:
Odeio:
Pessoas que nao são frontais: que vagueiam nas palavras, com a intençao de "florir" o cenário que nos querem transmitir, quando, na verdade, nao há forma mais fácil e segura, que dizer directamente o que pretendem;
A má educação: que leva as pessoas a serem arrogantes, e, acima de tudo, que nos fazem, por vezes, sentir a mais insignificante pessoa à face da Terra!
O ciúme: que corrompe as relaçoes, abala a confiança, e põe em causa tudo o que se disse ou se fez!
A indiferença: que vai para além do ódio, que magoa muito mais que o ódio.
Jornais desportivos: que só servem para prender a atenção, e que, no fundo, nao falam em nada de realmente importante!
A solidão: simplesmente.
Espero ter correspondido às expectativas, e agradeço este convite!
Assim, deixo este desafio a mais seis pessoas...
O Profeta
Cöllyßry
EDUARDO
luar perdido
lua prateada
Suave Toque
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Espero por...
Movo-me lentamente por entre os destroços de um sonho que parece ter se acabado. Espero, pacientemente, que a realidade caia sobre mim.
Fraquejo.
Encontro me perdida nas palavras que me dirigiste, debruçada sobre as promessas que me fizeste. Moldei sonhos, palavras, actos, momentos.
Agora… nada disso parece mais existir.
Permaneço, sobre a ténue linha que separa o desespero da loucura. Permaneço no espaço da dor. E espero me venhas resgatar do mundo para onde fui transportada. Espero.
Por ti.
Pelas tuas mãos envolvendo o meu corpo, pelo teu olhar acalmando a minha alma. Espero que me venhas oferecer os teus beijos no meu rosto molhado.
Espero… que permaneças no mundo.
Fraquejo.
Encontro me perdida nas palavras que me dirigiste, debruçada sobre as promessas que me fizeste. Moldei sonhos, palavras, actos, momentos.
Agora… nada disso parece mais existir.
Permaneço, sobre a ténue linha que separa o desespero da loucura. Permaneço no espaço da dor. E espero me venhas resgatar do mundo para onde fui transportada. Espero.
Por ti.
Pelas tuas mãos envolvendo o meu corpo, pelo teu olhar acalmando a minha alma. Espero que me venhas oferecer os teus beijos no meu rosto molhado.
Espero… que permaneças no mundo.
sábado, 10 de maio de 2008
"Aqui"
Percorro com as pontas dos meus dedos, a fragilidade da tua pele.
Levemente, esboço feições, sonhos e medos nesse teu espaço, que oscila entre a segurança do que possuis, aqui, e agora, e a certeza do que anseias num tempo que ainda não habitas, mas que desenhas no pensamento, com a determinação de quem define o que sente e controla o que sucede.
Docemente, sorris. No teu sorriso cabem as palavras os gestos, as lágrimas, o arrependimento, as desilusões, o carinho… o amor. O imenso amor!
Guardas na palma da tua mão os abraços que compartilhamos, os beijos que despertaram desejos, e o segredo do olhar que me lanças, e me neutraliza, num tempo que contempla a eternidade do que somos e fazemos.
Concentras as palavras e as acções, com a sabedoria de um mestre.
Unes a tua mão à minha. Fundimo-nos. Mergulho no teu corpo imenso de doçura, prendo-me nos teus braços e, no tráfego dos meus pensamentos, surgem os medos que me assombram. Estás aqui comigo?
Aprisiona-me no calor do teu corpo, na suavidade da tua pele… E permanece em mim no tempo que nos procede.
Hoje. Amanhã. Sempre.
Levemente, esboço feições, sonhos e medos nesse teu espaço, que oscila entre a segurança do que possuis, aqui, e agora, e a certeza do que anseias num tempo que ainda não habitas, mas que desenhas no pensamento, com a determinação de quem define o que sente e controla o que sucede.
Docemente, sorris. No teu sorriso cabem as palavras os gestos, as lágrimas, o arrependimento, as desilusões, o carinho… o amor. O imenso amor!
Guardas na palma da tua mão os abraços que compartilhamos, os beijos que despertaram desejos, e o segredo do olhar que me lanças, e me neutraliza, num tempo que contempla a eternidade do que somos e fazemos.
Concentras as palavras e as acções, com a sabedoria de um mestre.
Unes a tua mão à minha. Fundimo-nos. Mergulho no teu corpo imenso de doçura, prendo-me nos teus braços e, no tráfego dos meus pensamentos, surgem os medos que me assombram. Estás aqui comigo?
Aprisiona-me no calor do teu corpo, na suavidade da tua pele… E permanece em mim no tempo que nos procede.
Hoje. Amanhã. Sempre.
domingo, 20 de abril de 2008
Ausência
Carrego na alma a realidade da tua ausência. Aperto contra o peito a imagem da tua presença, num espaço que se transformou...de novo. Percorro as memórias, não distantes, dos sorrisos que tão generosamente ofereces. Partiste outra vez... sem mim. Levas contigo o vazio da distância e a angústia que, por mais que lutes, não acaba. Deixas o teu cheiro e a tua presença no espaço que vou preservar intacto, e que vou guardar, onde ninguém alcance, onde ninguém modifique. Aprisionar-te-ia em meus braços, se a vida,mesmo que mergulhada no seu caracteristico egoísmo, assim o consentisse. Enquando voas para longe de mim, desenho palavras que desejo que lesses, imagino abraços que desejo sentir... e sinto as lágrimas percorrerem a face que desperta, perante o teu olhar.
sexta-feira, 21 de março de 2008
"Busca"
"Busco em mim significados. Busco em mim razões. Não busco sonhos em mim, apenas os construo, passo a passo, momento a momento. Sou elemento perdido, desligado das palavras que os outros pronunciam, num espaço que eu não alcanço."
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